Em defesa da introversão.
Uma coisa bastante demonizada nos dias de hoje é a personalidade introvertida. O que é um problema para mim, porque a minha personalidade é introvertida. :o
E, se você é introvertido, com certeza já foi chamado de antipático, arrogante, anti-social, depressivo, emo, estranho, e blá, quando não se trata de nenhum pecado ou doença, é apenas um tipo de personalidade. A única desvantagem da pessoa introvertida é que ela tem que lidar com críticas o tempo todo. “Por que não se solta mais?”, “Por que não quer ir?”, “Por que não fala mais sobre você?”
Ser introvertido não significa odiar os outros ou ter medo de sair de casa… Trata-se apenas de valorizar o pessoal, o solitário, o tranqüilo, e dar menos importância a estar sempre em contato direto com os outros.
Acredito que não podemos escolher por completo nosso modo de ser, apenas até certo ponto. Eu mesma me esforcei por vários anos para gostar de baladas, para querer sair todos os dias da semana, para ser menos tímida e sorrir para pessoas que não conheço porque era o esperado.
Mas não sou masoquista, então, naturalmente, chegou um momento em que desisti de ficar lutando contra aquilo que sou, para agradar aos que acreditam que apenas esse ou aquele comportamento é “natural”. Quem não gostar, que não goste e se afaste, e pronto, pois o meu “natural” gosta de conversar com os amigos na rua, mas também gosta de ler em sossego, e prefere passar apenas alguns momentos sociais entre aqueles em que confio a simpatizar rapidamente com gente nova a todo momento.
Jung falou sobre esses dois tipos de personalidade, que podem ser opostos em maior ou menor intensidade (aliás, todos falam de Freud, mas o Jung é bem mais legal, ok :D), e os dois são comuns. Claro, o mundo não se resume ao branco e ao preto… Cada pessoa possui suas particularidades.
Odeio festas, mas adoro shows. Detesto ir ao cinema sem companhia. E quando me canso da solidão, procuro um amigo para passar o tempo (e vários deles são bastante extrovertidos)…
Sem pressões.



