e is dead and gone, lady, he's dead and gone; At his head a grass-green turf, at his heels a stone. White his shroud as the mountain snow. Larded all with sweet flowers; which bewept to the grave did not go with true-love showers.

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05 Feb 2010 ás 18:10 Livros

Nada do Lupi, ainda… Mas não perdemos nossas esperanças.

Amanhã viajo para a Inglaterra, e não sei se conseguirei postar durante a viagem; portanto, se o blog não for muito atualizado nas próximas três semanas, não é por ter sido abandonado. :)

Escrito por Kim Newman. Não sabia, mas esse autor já escreveu um livro com Neil Gaiman, “Ghastly Beyond Belief“.

A sinopse diz que é um livro de terror, mas não. É aquele tipo de ação misturado com mistério em um cenário “pop”: Londres vitoriana decadente. O livro me lembrou, principalmente, de A Liga Extraordinária, por juntar vários personagens reais e fictícios em uma história só – um universo do qual fazem parte Bram Stocker, Florence Stocker, Oscar Wilde, o Estripador e suas vítimas, Conde Orlok, Carmilla, etc.

Anno Dracula conta como as coisas seriam se o grupo de Van Helsing não tivesse conseguido matar o conde Drácula no livro de Bram Stoker. Ao invés disso, Drácula escapa, transforma Mina em vampira, mata Van Helsing, espanta Arthur e John, casa com a rainha Vitória, a transforma em vampira também e domina o Reino Unido.
O país afunda cada vez mais em violência e caos, tornando-se lentamente uma nova Idade Média, e o vampirismo começa a se espalhar para outras partes do mundo (mas a história não foca muito nisso).

Os vampiros não precisam mais se esconder; na verdade, a condição se torna moda, e a aristocracia do país adere a ela sem demora. A população miserável também pode conseguir uma transformação facilmente.
Em meio a todos esses acontecimentos, um homem misterioso começa a estripar vampiras prostitutas com uma faca de prata.

No livro, há várias linhagens de vampiros, com características diversas… Percebe-se que a linhagem de Van Tepes (considera-se o personagem histórico e o literário como sendo a mesma pessoa) é uma das mais desprezadas pelos vampiros em geral, mas ainda assim, bastante comum.

As descrições de violência são bastante gráficas, por isso, pulei parte delas (sensibilidade fail). O livro tem certo tom de pesadelo: tudo é corrupto, sujo, cruel, e parece que não há nenhuma saída.  Mesmo os heróis, a vampira Génevieve e o humano Charles Beauregard, são estranhos: Génevieve é totalmente desencantada com o mundo e Beauregard é envolto em mistérios.
O desenrolar da história também é desanimador: relata-se uma desgraça atrás da outra, e no final, há um lampejo de esperança que não é descrito – você simplesmente conclui que as coisas vão melhorar, apesar de que nada o garante.

Anno Dracula não deve ser lido uma única vez: muitos detalhes acabam ficando para trás. Várias vezes tive de reler certas passagens para conseguir me situar na história e entender o que estava acontecendo; não só pelo número de personagens, mas pela quantidade enorme de coisas que acontecem ao mesmo tempo na trama, certos pontos acabam ficando confusos.

Imediatamente após terminar a história, o sentimento foi de amargura: apesar de estarmos falando sobre vampiros, tudo parece muito real.  Gostei  do livro, apesar de ter ficado desconfiada no começo!



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