O relato da viagem ficou tão grande, que decidi dividir em três partes: Paris, Londres, One Young World.
O post sobre Paris é o maior, já que foi a minha primeira visita…
Sei que vão me achar estranha por pensar desse modo, mas é a verdade: eu nunca quis visitar Paris, e quando minha mãe me disse que eu deveria visitar de qualquer modo, eu não concordei por causa da Torre Eiffel, do Louvre, do Arco do Triunfo, da beleza da cidade, nem nada assim. Não. Eu concordei por um único motivo: visitar a loja da BABY, THE STARS SHINE BRIGHT em Paris.
Só.
Comparando Londres e Paris…
Café-da-manhã no nosso hotel em Paris: Um croissant, uma baguete, suco de laranja, chá, e uma barra pequena de manteiga.
Café-da-manhã em Londres: Ovos mexidos ou ovo frito, feijão, champignon, bacon, lingüiça, tomate assado, pão de fôrma, queijo prato, manteiga, croissant, sucos variados, iogurte, leite, sucrilhos de vários tipos, aveia, etc…, tudo à vontade. :o
Sim, a cidade é bonita – mas não é mais bonita que Londres de jeito nenhum. É bonita, mas não tanto. Parece que Paris só se preocupa de verdade com as atrações turísticas da cidade, e o resto fica meio abandonado. Em Londres, quando tem pixação em uma parede, chama a atenção, porque é raro. Já em Paris, tem pixação em todo o lugar. E sujeira. E gente estranha (gente estranha: pessoas que te olham como se fossem te atacar a qualquer momento sem motivo aparente). Juro que tem mais gente estranha em Paris que em São Paulo.
Quanto à arquitetura, talvez seja um pouco de questão de opinião: em Londres, temos as casinhas de tijolos com um jardim na frente, e em Paris, temos aqueles prédios baixos com telhados azuis.
Espero não ofender ninguém, mas por algum motivo, eu sempre tive uma certa birra contra a França. Para começar, detesto o som do francês… Sei que não é um jeito elegante de me expressar, mas parece que no momento em que eles abrem a boca, começam a escarrar. Só ouço o rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr. Merrrrrrrrrrci. Parrrrrrrrrrrrdon. Bonjourrrrrrrrr.
E depois, todos falam que os parisienses não são muito amigáveis – e depois de ter visitado a cidade e tal, concordo.
A coisa fica ainda mais evidente no momento em que se acaba de sair de Londres, em que a regra é ser amável: os parisienses realmente não são gentis. Ajudam, mas de cara amarrada – a nossa primeira visita ao metrô da cidade não me sai da cabeça… Quando pedimos ajuda, achei que o funcionário ia nos xingar. Parecia odiar a vida, não falava com a gente, não olhava para nós, nada. Sei lá. Esquisito.
A coisa mais bizarra é que em vários dos pontos turísticos de Paris – como por exemplo, a Catedral de Notre Dame -, só tem explicações em francês. Quase consigo ver um parisiense pensando, “ugh, turistas. Que falem francês ou que se danem”.
Bem, muitas coisas não me agradaram em Paris, mas também gostei de várias, admito. :) Gostei de subir até o topo da Torre Eiffel, de Notre Dame (as gárgulas são bem legais :D), da Saint Coeur (apesar de não termos visitado as criptas =/) e do Arco do Triunfo. Até gostei de passear um pouquinho na Champs Elysées (só um pouco mesmo, porque estava bem exausta).

Amei a Saint Chapêlle, de verdade. Ela é toda colorida, com vitrais maravilhosos, e eu não queria mais sair de lá! Uma igreja tão simples, tão pequena, e tão linda!… Achei melhor que a Catedral de Notre Dame, e no fim, gostei tanto dela quanto da Abadia de Westminster (entre os locais sagrados em geral…).

Também adorei a Conciergerie, uma ex-prisão francesa que serviu de castelo para primeiro rei da França, e até tinha explicações em inglês para os turistas. :o A entrada é linda, parece uma volta no tempo. A Maria Antonieta passou seus momentos finais lá, entre outros condenados da Revolução Francesa.


Mas nada se compara ao Louvre. Se tem algum lugar que antes eu achava bonito, foi superado na hora. Eu achava que não dava pra ser melhor que o British Museum, e errei muito, muito feio. O Louvre é mais lindo, perfeito, impressionante do que qualquer lugar que eu já pude imaginar! Você pode ver um milhão de fotos, mas estar lá é tão diferente. A sensação é esmagadora.


Quando fomos até a entrada do Louvre, pensei, “puxa, parece o Éden”. Mas dentro do Louvre tem vários lugares que parecem o Éden! Sei lá, chega a ser até engraçado.

Vi o Código de Hamurabi, a Vitória da Samotrácia, a Mona Lisa (que nem é tudo isso -.-) e outros quadros do da Vinci, a Vênus de Milo, os apartamentos de Napoleão, Eros e Psique, A Liberdade Guiando o Povo, A Banhista, quadros de Rafael, e coisas de valor inestimável a perder de vista, tudo em um só lugar.
Até que, umas quatro ou cinco horas depois, roubando a escrita de Neil Gaiman em Neverwhere – que é um dos melhores livros que eu já li -, “(…) andando por museus (…) todos os grandes tesouros artísticos do mundo começam a se fundir depois de um tempo, (…)“, e é verdade. De repente, não me importava se eu estava numa sala com dezenas das pinturas/esculturas mais maravilhosas que já existiram, eu só queria me deitar e fechar os olhos.
Bem, visitei a BABY, e foi melhor do que eu pensei. Quando pisei lá dentro, meus olhos se encheram de lágrimas (sim, sou brega). O André e o Luis ficaram me zoando, mas eu liguei? Claro que não, porque ao sair da loja carregada com as sacolas mais fofas deste lado do universo, eu estava em um estado de felicidade plena e de tal modo imperturbável que continuou pelo resto do dia :D Fiquei sorrindo como uma tonta por umas duas horas, tudo me deixava alegre. É.
Apesar de tudo, Paris tem esse trunfo no meu coração: em Londres, não tem loja da BABY…

Para terminar, Versailles. Admito que também estava ansiosa para conhecer o Palácio!
Os jardins de Hampton Court são mais bonitos, mas quando se compara o lado de dentro, é outra história… A Sala dos Espelhos é mais ou menos como o Louvre, você pode enjoar de ver fotos, mas estar lá, quer dizer, não tem comparação. Quando fomos, estava muito, muito lotado, mas ainda assim foi ótimo.

O Palácio todo é exagerado e folheado a ouro, e eu realmente amei. E tinha explicações em português, inglês e mais trocentos idiomas para tudo, o que me animou bastante. Ouvi tanto sobre a história da família real francesa, mas tanto, que agora não me lembro de mais nada… Mas, foi o passeio perfeito.




Se não fosse o Louvre (e, sim, a BABY), Versailles seria a minha atração preferida na França.
Nos jardins, vimos vários lagos congelados e cisnes bem simpáticos :p
Metade das fotos que tirei estão em câmeras alheias, então talvez as coloque no Flickr quando tiver acesso à elas.. :)
